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Jornal A TARDE Rádio A TARDE FM Agência A TARDE Serviços Gráficos MUNDO 23/09/2007 (11:52) | COMENTARIOS (0)Resgate do Mar Morto opõe Israel e Jordânia
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Para evitar a catástrofe ambiental que seria o desaparecimento do Mar Morto, no Oriente Médio, os governos da região e o Banco Mundial tentam um acordo para construir um canal de 180 quilômetros que traria água do Mar Vermelho, ao sul. Mas, antes, será preciso superar barreiras políticas e de ativistas ambientais.

O Mar Morto está morrendo. Estudos de entidades internacionais apontam que ele pode desaparecer até 2050. Admirado por Cleópatra, cenário bíblico e hoje centro de turismo, o mar sofre redução do nível de água de até 1 metro por ano desde o início da década. Nos últimos 40 anos, já perdeu um terço de sua superfície.

Com 80 quilômetros, o mar é na realidade um lago de água salgada que divide a Jordânia e a Cisjordânia, ocupada por Israel. Por causa do grau de salinidade seis vezes maior que a média dos oceanos, nenhum peixe ou vegetação sobrevive nele e turistas podem boiar na água sem esforço. Ele ocupa a maior depressão do mundo, a 400 metros abaixo do nível do mar. Sua água e seu barro são ricos em sais que ajudam a tratar certas doenças de pele.

O principal motivo da redução de nível é o uso da água do Rio Jordão - que o alimenta - para mineração, irrigação agrícola e de campos de golfe em pleno deserto. ?O equilíbrio entre evaporação e o quanto de água o alimenta foi modificado pelas atividades humanas?, explica Michel Jarraud, da Organização Meteorológica Mundial, braço da ONU. ?E as mudanças climáticas estão acelerando a evaporação.?

A mera análise do impacto ambiental do projeto de ligação com o Mar Vermelho custará ao Banco Mundial US$ 2 milhões. O canal sairia do Golfo de Ácaba e atravessaria o Vale de Arava ao custo de US$ 5 bilhões, abastecendo Israel, Jordânia e territórios palestinos.

Há duas semanas, o banco promoveu audiências públicas sobre o projeto e a discordância ficou clara. Para jordanianos, Israel quer desviar água do Jordão para irrigar seus cultivos. ?Basta retomar o percurso natural do rio (para contornar o problema)?, defende Odeh Al Jayyousi, diretor regional da entidade União pela Conservação Mundial. O grupo Amigos da Terra é da mesma opinião. Além do impacto ambiental, o turismo seria afetado. Um milhão de pessoas visitam a região por ano.

Israel já sofre com as alterações. O Ministro do Turismo alertou o Parlamento que, em dois anos, seis hotéis poderão ter de ser evacuados, ao custo de US$ 1 bilhão. O uso indevido da água poderá gerar um desnível que inundaria a costa.
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InternacionalAAAAIsrael: PM suspeito de fraude
2007/09/24 | 17:28
Ehud Olmert vai ser investigado por ter comprado uma casa Jerusalém

MAIS:
Médio Oriente: Olmert e Abbas vão reunir-se
Israel desmantela 24 barreiras na Cisjordânia

O Procurador-Geral de Israel ordenou hoje a abertura de uma investigação ao primeiro-ministro, Ehud Olmert, por suspeita de fraude na aquisição de uma casa em Jerusalém, informou o Ministério da Justiça, noticia a Lusa.

A casa sob investigação situa-se num bairro de classe alta de Jerusalém e foi adquirida por Olmert a um preço muito abaixo do valor real do imóvel mediante uma alegada contrapartida que passava por autorizar a duplicação da área de construção.

Os factos remontam a quando Ehud Olmert era ministro da Indústria e do Comércio.

Ehud Olmert reclama inocência, assegura que o processo de compra da casa foi transparente e adianta que o preço pago pelo imóvel - 325 mil dólares (230 mil euros) - foi o preço justo.

Se for formalmente acusado, Ehud Olmert tem de se demitir do cargo de primeiro-ministro.

Esta é a segunda investigação a Olmert desde que assumiu a chefia do governo, em Maio de 2006. A anterior investigação, que acabou por ser arquivada, foi desencadeada por suspeitas de que Olmert, enquanto ministro das Finanças, tentou influenciar a venda das participações estatais no segundo maior banco israelita para beneficiar dois parceiros de negócios.

Comentários dos leitores

Não podemos trazer esse procurador... como fazemos com os futebolistas?Topo Gigio
2007-09-24 17:59Precisamos de um procurador assim, que faça um levantamento de há dez anos a esta parte ... especialmente nas câmaras municipais!!!
Onde é queJota
2007-09-24 17:50eu já vi este filme?

Ih, ih, ih,... num cinema perto de si!

Se insistirem muito, posso dar alguns exemplos, uns mais famosos que outros, uns mais recentes que outros, de TODA a partidarite cá do burgo!

Ver artigos de: Acredite se quiserNotíciasForumEsta é bocaTenho ditoO melhor dos leitoresFilmesFotografiaEntrevistasReportagem MultimédiaEditorial Data03-10-200702-10-200701-10-200730-09-200729-09-200728-09-200727-09-2007
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2007-09-24 21:17

Irão

Presidente não reconhece Israel

As declarações foram feitas por vídeo-conferência aos jornalistas, em Nova Iorque.

[ Última actualização às 21:17 do dia 24/09/2007 ]

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Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão, está nos Estados Unidos, em Nova Iorque, para participar na Assembleia-Geral da ONU. Ainda esta segunda-feira, em declarações feiras por vídeo-conferência aos jornalistas, o Presidente iraniano disse não reconhecer Israel, por considerar que este é um Estado baseado na ocupação e no racismo.

O presidente iraniano parece empenhado em tirar o máximo partido mediático da passagem por território norte-americano, ao ponto de ter manifestado intenção de prestar homenagem às vítimas dos atentados de 11 de Setembro.
Mas enquanto a visita ao Ground Zero foi negada pelas autoridades nova-iorquinas, sob pretexto de falta de condições de segurança.

A visita do presidente iraniano aos EUA está a ser alvo de críticas e protestos. Na rua, a hostilidade marca a recepção a Mahmoud Ahmadinejad. Horas antes da chegada do Presidente do irão, confronto de opiniões à porta da Universidade de Columbia, que se prepara para um colóquio presidido por Ahmadinejad. Muitos manifestantes chegaram mesmo a apelidar o líder iraniano do «Hitler Moderno» e mostraram desagrado por ver o nome da Universidade ligado ao de Ahmadinejad.




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A chanceler israelense, Tzipi Livni, criticou nesta segunda-feira as Nações Unidas por permitir que o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, participe da Assembléia Geral da ONU, que acontece esta semana em Nova York.

Chanceler de Israel afirma que Irã não deveria falar na ONU
2007/09/24

NOVA YORK (AFP) — A chanceler israelense, Tzipi Livni, criticou nesta segunda-feira as Nações Unidas por permitir que o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, participe da Assembléia Geral da ONU, que acontece esta semana em Nova York.

"Em um mundo justo, sua visita jamais seria permitida e o Irã não seria membro das Nações Unidas", disse a ministra israelense das Relações Exteriores em Nova York.

"A ONU deveria ter vergonha da presença de Ahmadinejad aqui. Isto sairá muito caro. O mundo deve deter isto. A comunidade internacional não pode permitir um Irã nuclear".

Ahmadinejad chegou a Nova York no domingo para participar da Assembléia Geral das Nações Unidas, em meio à pressão internacional contra seu programa de enriquecimento de urânio.

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